quarta-feira, 20 de maio de 2015

MORTE

Oh! morte, doce morte que me afaga
Sinto o frio, sinto o pesar de tuas mãos.
Leva este louco para a escuridão
Louco este, que ao seu corpo já se agarra.

Não tenhas pena deste coração
Pois para o mundo, sua raiva já escarra.
Leve ao sepulcro este que aqui te narra
Deixe-o na morbidez da solidão.

Oh! morte, vês aqui um pobre humano
Que viveu, sem viver a sua estrada,
Fez-se um lixo, um escroto desumano

Que hoje à vida não serve pra mais nada.
E o que faço deste tempo, neste ano
É deixar minha história sepultada.