terça-feira, 12 de maio de 2015

SONETO I

Incerteza, aflição, a tumba fria,
O corpo, os olhos não encontram mais.
A angústia, então, percorre a fé vazia,
Sua lágrimas agora são normais.

Mas, onde está aquele Homem que outro dia
Pregava frente a muitos generais?
Um Homem que era encanto e ousadia,
Que foi, assim, levado aos tribunais.

"Onde está aquele ser sublime, meu Senhor?"
A triste Madalena reclamava,
Procurando preencher aquela dor.

Mas não viu que detrás alguém falava
Numa voz que a chamava com amor:
Era o Pai, que ante a morte triunfava.