terça-feira, 12 de maio de 2015

SONETO II

Desvia de mim este olhar, desvia,
Olhar que me domina totalmente
E aos poucos me fascina eternamente,
Carregado de encanto e simpatia.

Desvia este teu jeito, amor, desvia
Do afã de enlouquecer a minha mente,
Que aos poucos tranquiliza, calmamente,
Na paz que a solidão acaricia.

Eis que os teus olhos muito me perturbam,
O que eles dizem não posso entender,
Nem sequer o que escondem descobrir.

Ante este olhar meus sentimentos turbam,
E posso o meu ao teu olhar ceder,
Se o medo não vier a me iludir.