quarta-feira, 20 de maio de 2015

SONETO III

Sozinho, corta o vento a madrugada.
Ouvindo-o, entre as árvores, uivando
Ao som da melodia vou cantando
Um hino de paixão à minha amada.

Na música eu agora vou falando:
Sem ela nesta vida não sou nada.
Mas ouço os passos dela na calçada
E os soluços de alguém que está chorando.

Nós fizemos do amor a maestria,
Deixamos nosso verso inacabado
Como o vento que faz a melodia.

É pena! Terminarmos neste dia,
Amantes, de um amor apaixonado,
O triste enredo desta sinfonia.