quarta-feira, 20 de maio de 2015

VOLTA (SONETO IV)

As cores vão surgindo na alvorada.
De volta. À minha terra estou voltando
Estou ouvindo os pássaros cantando
Para os campos se dirigem em revoada.

À casa me aproximo pela estrada,
A voz da minha mãe está chamando.
Abraço-a com ternura, e vou chorando
Dizendo que sem ela não sou nada.

Foi um beijo, um aceno, a despedida.
Eu parti para nunca mais voltar
Fui tentar construir a minha vida.

Mas voltei, e eu aqui irei ficar
No meu canto, nesta terra querida
Onde os pássaros vivem a cantar.